O mercado brasileiro de bioinsumos tem mostrado um crescimento médio de 22% ao ano nos últimos três anos, quatro vezes acima da média global, impulsionando o Brasil à liderança mundial. Atualmente, 49% dos agricultores já utilizam bioinsumos, o que representa o maior índice de adoção entre os países. A expansão projetada aponta para US$ 18,5 bilhões no mercado global até 2026, conforme a Mordor Intelligence, reforçando o papel estratégico dessas soluções no agro.
A expansão acelerada gera uma demanda robusta por infraestrutura de TI e cibersegurança para sustentar a agricultura 4.0. Dados gerados por sensores, robôs autônomos, drones e plataformas de gestão precisam ser transmitidos, armazenados e analisados com segurança em tempo real, elevando a importância de proteger informações sensíveis e manter conectividade em áreas rurais.
O Brasil registra 162 bioinsumos classificados em 2025, o maior número da história do país, reforçando a expectativa de que as tecnologias digitais – IA, machine learning e blockchain – serão centrais para rastreabilidade, tomada de decisão e eficiência da cadeia de produção.
A digitalização já consolidada nas grandes empresas do agronegócio traz ganhos médios de produtividade de 25% e redução de 30% no uso de insumos tradicionais. Entretanto, executivos de TI e de cibersegurança observam que esse avanço depende de controles de acesso, governança de dados e proteção contra ameaças cibernéticas, principalmente em sistemas IoT com conectividade por zonas rurais de baixa qualidade.
Para o mercado de tecnologia, há oportunidades significativas de desenvolvimento de soluções específicas para o agronegócio, incluindo APIs seguras, interoperabilidade entre plataformas e rastreabilidade baseada em blockchain. As plataformas digitais devem apoiar a integração de dados de diversas fontes — estações meteorológicas, imagens de satélite, sensores de campo e maquinário — assegurando proteção de informações comerciais estratégicas e conformidade regulatória ao longo de toda a cadeia de bioinsumos.