Marcos Siqueira, executivo da Ascenty, afirmou ao Tele.Síntese que contratos em negociação somam US$ 6 bilhões, com pelo menos US$ 3 bilhões a chegar nos próximos 30 a 90 dias, caso o ReData não seja votado pelo Senado nos próximos 15 dias.
A empresa destacou a mobilização institucional como fator decisivo, citando a ABDC (Associação Brasileira de Data Centers), a Brascom e a Telcomp como três verticais de atuação para dialogar com parlamentares e acelerar pautas em Brasília.
Segundo ele, existe a possibilidade de o Senado pautar e votar o tema no prazo, desde que haja mobilização contínua e presença de representantes do setor nas agendas de trabalho no Congresso e no Senado.
O executivo alertou que atrasos na votação podem impactar decisões de investimento de grandes empresas de tecnologia: “Se eu demoro seis meses, eu não sei quantos contratos e quantos projetos as big techs tomarão de decisão”, disse, destacando a dificuldade de reverter decisões uma vez tomadas para outros países.
Na avaliação econômica, Siqueira citou o ReData como uma oportunidade para abrigar grande parte de tecnologia local e dinheiro estrangeiro, apontando que com os contratos fechados o Brasil pode somar cerca de US$ 6 bilhões em novos investimentos no curto prazo, com pelo menos US$ 3 bilhões nos próximos 30 a 90 dias.
Ele também ressaltou que a pauta é não partidária, defendendo que o ReData representa uma posição do Brasil no cenário global de IA. O executivo lembrou que hoje cerca de 60% do cloud consumido no Brasil é hospedado no exterior e vinculou a atração de infraestrutura a competitividade tributária, energia e ambiente, afirmando ainda que data centers no Brasil não consomem água.