Batizada de Operação Piratas, a fiscalização ocorreu no dia 31 de março no centro de Maceió, integrando o Plano de Ação de Combate à Pirataria (PACP 2026) e contando com o apoio da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas.
A apreensão envolveu mais de 5 mil produtos de telecomunicações irregulares, avaliados em pouco mais de R$ 1,6 milhão.
Entre os itens apreendidos estavam drones, rádios comunicadores, kits de mouse e teclado sem fio, carregadores, caixas de som, fones de ouvido, TV boxes e câmeras sem fio.
De acordo com a Anatel, a maioria dos produtos não possuía certificação obrigatória, requisito para a segurança do consumidor e para o funcionamento adequado das redes.
Os equipamentos foram encaminhados para depósito da Receita Federal para conferência e adoção de medidas legais cabíveis.
O conselheiro da Anatel, Edson Holanda, afirmou que a pirataria não é infração menor — é crime estruturado que prejudica a concorrência, expõe o consumidor a riscos e compromete o funcionamento das redes.
O gerente regional da Anatel em Alagoas, Márcio Henrique Souza, destacou o caráter colaborativo da operação, com participação de equipes de diferentes estados. A superintendente de Fiscalização da Anatel, Gesiléa Teles, ressaltou que ações conjuntas com a Receita Federal têm se intensificado em todo o Brasil, ampliando a retirada de produtos irregulares do mercado.