Alares se tornou a maior ISP competitiva no estado de São Paulo devido à aquisição da Desktop pela Claro. Com aproximadamente 370 mil clientes em SP, a operadora ainda fica longe dos números da Claro (cerca de 6 milhões) e da Vivo (quase 5 milhões), mas ganha relevância ao ampliar sua exposição no maior polo de telecom de todo o país.
Segundo Denis Ferreira, CEO da Alares, o movimento não é fruto do acaso. a empresa tem uma trajetória de crescimento apoiada em aquisições e expansão orgânica. Ele cita a reestruturação do Grupo Conexão, em 2022, que deu origem à Alares, além do desenvolvimento de um “playbook” de M&A capaz de acelerar integrações, com a última operação plenamente integrada em apenas três meses.
As aquisições centrais contribuíram para o salto paulista: a Webby, com 115 mil assinantes, estendeu a presença da Alares da região de Marília até Presidente Prudente; a Azza Telecom adicionou 140 mil assinantes, conectando do sul do estado ao litoral; e a IPNet, incorporada no final de 2025, somou 25 mil assinantes, fortalecendo a área da Azza. Hoje o estado de São Paulo representa 45% da base da Alares no Brasil.
No aspecto orgânico, a Alares investiu na melhoria de redes e na expansão em novas cidades, adotando a tecnologia XGS-PON aliada a ofertas de WiFi 6. Ferreira ressalta que a estratégia de diferenciação inclui também o lançamento do Alares Play, streaming proprietário, além da atuação ampliada no segmento B2B com soluções para condomínios, como segurança e controle de acesso.
A estratégia de curto prazo continua voltada à criação de valor, evitando guerras de preço. “Nós não entramos em guerra de preço. O que fazemos é oferecer mais valor percebido ao cliente”, afirma o CEO. A empresa pretende, ainda, avançar na modernização da rede, com projeto AI-ready que inclui atualização do core, edge computing, cibersegurança e maior capacidade de integração com IA para soluções B2B.
Para o futuro, a Alares afirma que manterá o ritmo de aquisições alinhadas à sua estratégia e cultura, avaliando ativos com base em complementaridade, qualidade e governança. Ferreira enfatiza que continuará liderando a consolidação do mercado e que não há plano de curto prazo para entrada no segmento móvel (MVNO), mesmo diante de movimentos de Unifique e aquisição de frequências da Sercomtel em SP.