O Estudo Mercado Brasileiro de Software – Panorama e Tendências 2026, conduzido pela ABES em parceria com a IDC, aponta que os investimentos em IA devem superar 3,4 bilhões de reais em 2026, com crescimento acima de 30% frente ao ano anterior. O relatório indica que cerca de um terço dos orçamentos destinados à IA será alocado para agentes IA.
Para Jorge Sukarie, presidente do Conselho da ABES, a IA já é responsável pela forte demanda no Brasil e tende a permanecer nos próximos três anos, impulsionando a redefinição de soluções no mercado. O estudo ressalta que os agentes IA são transformadores, mas traz preocupações de segurança e governança que ainda freiam adesões mais amplas.
As projeções de segurança destacam aumento de gastos com serviços de segurança — incluindo gestão, consultoria e treinamentos — que devem superar US$ 2,5 bilhões em 2026, com aproximadamente US$ 575 milhões voltados à ampliação de processos de segurança habilitados por IA e por agentes IA.
No campo de infraestrutura, os data centers permanecem na liderança, com o mercado de HIS (Hosting & Infrastructure Services) estimado em US$ 1,7 bilhão em 2026. Também a previsão é de que até 2030 60% das organizações latino-americanas adotem ambientes híbridos para otimizar IA.
A computação em nuvem figura na terceira posição entre os principais modelos de investimento, com previsão de crescimento de 18,6% e volumes acima de R$ 4,4 bilhões. De acordo com a IDC, 38% dos gastos com IA devem ser direcionados à infraestrutura e aplicações na nuvem, enquanto 69% dos líderes de TI e CIOs brasileiros veem a nuvem como modelo preferencial para IA generativa e agentes IA.
No cenário regional, o Brasil confirma sua relevância global, mantendo a 10ª posição no ranking mundial de investimentos em TI e ampliando sua liderança na América Latina, com participação regional prevista em 38,4%.