A Abrint definiu para 2026 as prioridades ligadas ao uso do espectro, à regularização do mercado de banda larga e ao fortalecimento da infraestrutura de telecomunicações no País. Em entrevista ao TELETIME, a entidade afirmou que este ano será decisivo para consolidar a concorrência no setor e o papel dos ISPs regionais na expansão da conectividade.
A associação também prevê reforçar a atuação junto ao Congresso Nacional, ao Executivo e aos órgãos reguladores, dando continuidade ao trabalho iniciado com a Agenda Institucional em 2025. A ideia é manter a agenda de reformas e de estímulo à competição em pauta ao longo do ano.
Entre os temas prioritários está o compartilhamento da infraestrutura de postes. A Abrint defende regras mais claras e eficazes, que reduzam a insegurança jurídica, viabilizem a organização das redes e promovam condições equilibradas de competição. A atual proposta aprovada na Aneel não agrada o segmento.
Outro eixo central é a regularização do mercado de banda larga. A entidade afirma que pretende colaborar com medidas que ampliem a segurança jurídica, valorizem as empresas que atuam de forma regular e ajudem a reduzir assimetrias indevidas, criando melhores condições para investimento e expansão, em linha com a atuação da Anatel para ampliar o acompanhamento do mercado.
O debate sobre o espectro também ganha relevância na agenda de 2026, com destaque para a faixa de 6 GHz, na qual a Abrint defende o uso por equipamentos Wi‑Fi. Em 2025, a Anatel destinou boa parte da faixa ao mercado móvel, motivo de desapontamento entre provedores.
A revisão do Regulamento de Uso do Espectro (RUE) será acompanhada com atenção, conforme a entidade, para contribuir com decisões regulatórias que garantam previsibilidade e incentivem a inovação, ampliando a capacidade das redes e sustentando o crescimento do tráfego de dados.
Segundo a Abrint, a Agenda Institucional 2026 está em fase final de consolidação e deve ser apresentada oficialmente no primeiro trimestre do ano. Além dos temas acima, a agenda prevê discussões sobre segurança e resiliência das infraestruturas, data centers, e no aprimoramento do ambiente regulatório para estimular a competição e o desenvolvimento do setor. A associação representa mais de 2 mil provedores de Internet em todo o território nacional.