A WDC Networks encerrou 2025 com receita líquida de R$ 871,8 milhões, alta de 12,9% em relação ao ano anterior, impulsionada por linhas ligadas à infraestrutura digital, com destaque para data center, cibersegurança e soluções B2B para provedores. A empresa também fechou o período com uma posição de caixa de R$ 172 milhões, crescimento de 68,6%, resultado de uma revisão de portfólio e de menor exposição a operações mais intensivas em capital.
No comando do crescimento, a telecompanhia apontou a queda da participação de telecomunicações no mix de vendas: de 57% do total para 45%. Em contrapartida, as verticais de tecnologia ganharam espaço, com data center e cibersegurança avançando mais de 27% impulsionadas pela demanda corporativa por proteção digital e pela infraestrutura de borda, associada ao avanço de aplicações de inteligência artificial.
O reposicionamento estratégico inclui a aposta em redes privativas e em soluções B2B voltadas a ISPs, conectando operadoras e provedores regionais de banda larga a empresas que investem em fibra, processamento distribuído e infraestrutura crítica.
A WDC atribui o resultado à diversificação do portfólio e à aceleração da revenda em comparação ao modelo tradicional de TaaS (Technology as a Service). Segundo a empresa, essa transição ajudou a reduzir riscos de recebimento, melhorar a dinâmica de capital de giro e reforçar a disciplina de alocação de capital.
Como consequência prática, o capex caiu de R$ 170,7 milhões em 2024 para R$ 82,7 milhões em 2025. A geração de caixa operacional ex-juros somou R$ 237,5 milhões, alta de 17,1% em relação ao ano anterior, com conversão de 91,9% do EBITDA ajustado em caixa.
Entre as luzes do balanço, a WDC destacou uma baixa contábil de R$ 221 milhões em contas a receber de períodos anteriores a 2025. A empresa afirmou que o ajuste não teve efeito sobre o caixa, mas foi adotado como medida prudencial para deixar a carteira de recebíveis mais líquida. Além disso, a margem bruta ajustada ficou em 29,2%, alta de 2,1 pontos percentuais, com alavancagem de 1,7 vez e melhoria na perspectiva de crédito pela Moody’s para A com perspectiva estável. As novas linhas de negócios já respondem por 50% da receita da companhia.