A Vivo planeja transformar suas lojas físicas em um hub de tecnologia, ampliando a rede de pontos de venda, hoje em torno de 1.800, e elevando o mix de produtos para atrair mais clientes, segundo o CEO Christian Gebara em coletiva de imprensa realizada na segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026.
A operadora registrou receitas de R$ 3,94 bilhões com a venda de aparelhos e eletroeletrônicos no ano passado, alta de 5,8% frente a 2024. No quarto trimestre, smartphones compatíveis com 5G representaram 97,1% das vendas nos canais da Vivo.
Gebara afirmou que há um trabalho de demonstração de aparelhos em lojas para reforçar o posicionamento da Vivo como varejista de tecnologia. As lojas oferecem acessórios, wearables e itens como consoles de videogame e televisores; o objetivo é atrair consumidores, especialmente em cidades onde a concorrência nesse segmento é menor. “É um complemento e um atrativo para que as pessoas sigam visitando a nossa loja. E não só por serviços, mas também por produtos, pois sempre existe a possibilidade de adaptar o plano do cliente”, disse o executivo.
A Vivo também destacou o desempenho no ecossistema de conteúdo. A receita com OTTs de música e vídeo somou R$ 825 milhões em 2025, aumento de 18,1% em relação ao ano anterior, e a base de usuários dessas plataformas subiu 35%, para 4,1 milhões.
No segmento corporativo (B2B), a Vivo avançou para 22,6% do total de receitas em 2025, com cerca de 173 mil novos acessos em banda larga B2B, ficando líder nesse crescimento no ano. O executivo atribui o avanço aos investimentos em tecnologia feitos há uma década e à segmentação da base de clientes (MEIs a grandes empresas). Entre as soluções em nota estão segurança cibernética, Internet das Coisas (IoT), mensageria, nuvem, redes privativas e locação de PCs. Gebara sinalizou ainda que a empresa cogita ampliar o catálogo com ferramentas de Inteligência Artificial (IA) e avaliaria parcerias para a implementação da IA nos negócios.