A Unifique anunciou planos para ampliar a banda larga e a telefonia móvel nos três estados do Sul em 2026, fortalecendo o investimento em redes 5G e em aquisições na região. O objetivo declarado pelo CEO Fabiano Busnardo é que a empresa se torne a maior operadora do Sul.
Nesta quinta-feira, 19, o executivo conduziu uma conferência com analistas para discutir os resultados de 2025 e projetou 2026 como o melhor ano da empresa no pós-pandemia, com perspectiva de maior dinamismo no setor de banda larga, onde a Unifique já lidera em Santa Catarina e aparece como a quarta maior no Sul.
No segmento de telefonia móvel, a receita bruta somou R$ 70 milhões em 2025 e a empresa projeta superar R$ 170 milhões em 2026, com chance de atingir pelo menos R$ 300 milhões em 2027. A diretiva financeira aponta que, a partir de 2028, a unidade poderia alcançar o breakeven, sem pressão adicional sobre rentabilidade ou depender de investimentos de fibra.
Um dos grandes focos para 2026 será a entrada da operação móvel no Paraná, após a compra da licença 5G de 3,5 GHz da Ligga. Busnardo afirmou que, nos próximos três meses, ERBs começarão a surgir no estado, com cobertura prevista para 100 cidades paranaenses, incluindo muitas com menos de 30 mil habitantes, que já podem se mostrar economicamente viáveis.
A empresa também está buscando alianças com provedores de fibra paranaenses para sustentar a conectividade das novas estações 5G e avalia novas aquisições para ampliar infraestrutura e quadro de pessoal no estado, onde a presença atual ainda é limitada. Em março, a Unifique anunciou a compra da iSuper, sediada em Marialva, fortalecendo sua presença regional. A companhia vê potencial para uma concentração no mercado de banda larga, impulsionada pela insustentabilidade de diversos provedores e por uma fiscalização mais firme da Anatel.
Sobre a base de clientes, Busnardo disse que a Unifique espera pelo menos 50 mil adições líquidas de banda larga em 2026, com meta de 60 mil, números superiores às 43 mil adições de 2025. Ele ainda ressaltou que a empresa mantém as regras rígidas de aprovação de clientes e que a taxa de churn continua entre as menores do setor: 1,36%.