A TIM afirmou, durante a divulgação de resultados do quarto trimestre de 2025, que não pretende disputar o leilão das ações da Oi na V.tal, com preço mínimo de 12,3 bilhões de reais. O CEO Alberto Griselli disse que participações minoritárias não são interessantes para a empresa.
Griselli não fechou a porta para ampliar a participação por meio de aquisições — grandes, como a própria V.tal, ou pequenas —, destacando que a prioridade é expandir atuação em banda larga fixa, um segmento que ele reconhece ser extremamente competitivo e sujeito a guerras de preço.
Em 2025, a TIM adicionou cerca de 60 mil assinantes de banda larga fixa, encerrando o ano com 850 mil acessos. A empresa também comunicou a aquisição do controle da I-Systems por 950 milhões de reais, operação descrita como estratégica para elevar o atendimento ao cliente, sem alterar a participação na banda larga fixa.
Griselli explicou que a mudança de estratégia na banda larga fixa ocorreu após mudanças de perspectiva no mercado nos últimos meses. “Saímos do negativo para o positivo; isso nos permite pensar mais no negócio e vender soluções ponta a ponta no segmento B2B”, afirmou.
No aspecto financeiro, a TIM reportou lucro líquido normalizado de 4,34 bilhões de reais em 2025, alta de 37,4% frente ao ano anterior. O EBITDA normalizado somou 13,57 bilhões, com margem de 51%. A receita líquida atingiu 26,62 bilhões, puxada pelo móvel, sobretudo a pós-paga, que avançou 11,2% no ano.
A TIM encerrou 2025 com 61,97 milhões de usuários móveis, 32,74 milhões de pós-pagos e 29,22 milhões de pré-pagos. A rede 5G está disponível em 1.089 cidades. O capex totalizou 4,54 bilhões em 2025, com 3,18 bilhões investidos em redes.