Executivos do setor agroindustrial, reunidos no Bloomberg Farm, Food & Fuel, em São Paulo, identificaram câmbio, juros e clima como as maiores fontes de volatilidade para 2026 e destacaram a TI como ferramenta central para trazer previsibilidade às decisões estratégicas.
A estratégia do segmento é transformar dados em insumo estratégico, com métricas padronizadas, hedge automatizado e plataformas de agricultura de precisão orientadas por inteligência artificial para reduzir erros e acelerar a resposta a mudanças de mercado.
Em paralelo, o cenário macroeconômico — com o IBC-Br em crescimento modesto, a Selic em 15% ao ano e custos de financiamento pressionando o capital de giro — impulsiona a demanda por plataformas de análise preditiva, monitoramento em tempo real e soluções de nuvem com sincronização offline para áreas rurais com conectividade limitada.
A agricultura de precisão deixou de ser diferencial e passou a exigir, em escala, tecnologias como drones com sensores, estações meteorológicas conectadas e sistemas de irrigação automatizada, gerando volumes massivos de dados que precisam de armazenamento eficiente e IA para recomendações rápidas.
No front de segurança, a digitalização aumenta riscos, impulsionando a demanda por cibersegurança especializada para o agro, com proteção de endpoints, redes IoT seguras e gestão de identidade para operações distribuídas. A integração de sistemas e de agentes autônomos de IA é prevista para decisões em tempo real, conectando gestão financeira, operacional e de risco em uma interface única.
A transformação digital do agronegócio brasileiro está apenas começando, com ciclos de investimento em TI que devem se estender pelos próximos anos, consolidando o setor como um dos principais demandantes de soluções tecnológicas avançadas no país.