A Telefónica informou que a estratégia de crescimento da Vivo no Brasil se concentrará em serviços corporativos (B2B) e na convergência entre banda larga e telefonia móvel, além do desligamento progressivo da rede de cobre.
O CEO Marc Murtra destacou ainda planos para ampliar a oferta de Wi‑Fi 7 de última geração para clientes residenciais no Brasil e na Espanha, com a rede ampliada de 1 Gbps para 10 Gbps nos dois países, mantendo o desligamento da infraestrutura de cobre.
Emilio Gayo, diretor de Operações, afirmou que há uma “oportunidade imensa” para o B2B no Brasil, segmento que respondeu por 22,6% das receitas da Vivo no ano anterior, sustentado pelo portfólio da operadora e pela colaboração da Telefónica Tech.
Quanto a resultados, o Grupo Telefónica encerrou 2025 com prejuízo líquido de 4,31 bilhões de euros, impulsionado pela reestruturação e deterioração de ativos; cerca de 2,27 bilhões de euros correspondem a perdas com desinvestimentos na Hispam (LatAm). Ainda assim, a companhia atingiu metas para o ano, com receitas de 35,1 bilhões de euros e EBITDA ajustado em alta de 2%.
Para 2026, as metas indicam crescimento de 1,5% a 2,5% em receitas e EBITDA ajustado, com fluxo de caixa livre das operações ajustado em pelo menos 2% e capex sobre receita fixado em 12%. A empresa manterá o roadmap de desinvestimentos na Hispam, após a venda do Chile anunciada recentemente, mantendo operações relevantes no México e na Venezuela.