O agronegócio brasileiro registrou prejuízos de US$ 80 bilhões entre 2014 e 2024 devido a eventos climáticos extremos, segundo levantamento do setor. Entre 2014/15 e 2023/24, os cinco maiores estados produtores de soja deixaram de colher cerca de 160 milhões de toneladas por causas climáticas extremas. O prejuízo acumulado reforça a urgência de soluções digitais no campo.
Essa conjuntura está acelerando investimentos em agricultura de precisão, sensores IoT e inteligência artificial, abrindo oportunidades para empresas de tecnologia que oferecem plataformas digitais para o agronegócio.
A IoT e os sensores lideram a demanda por infraestrutura digital. A agricultura de precisão depende de dispositivos conectados para monitoramento em tempo real; drones com câmeras multiespectrais capturam dados sobre saúde das plantas, umidade do solo e necessidades de irrigação, enquanto a conectividade rural se torna prioridade para abastecer essas tecnologias. A telemetria gerada alimenta plataformas analíticas que processam grandes volumes de dados, apoiando decisões agrícolas mais precisas.
Sistemas de irrigação inteligente, controlados por sensores e dados meteorológicos, estão entre os segmentos que mais crescem, reduzindo desperdícios de água e otimizando a gestão hídrica. A integração dessas soluções com plataformas de gestão exige software agrícola cada vez mais sofisticado e interoperável.
A robótica de campo e as soluções em nuvem contribuem para a escalabilidade dessas tecnologias. A previsão meteorológica baseada em IA permite antecipar eventos extremos, com plataformas que integram dados de satélites, estações meteorológicas e sensores locais gerando insights preditivos para plantio, aplicação de defensivos e colheita.
O ecossistema de biotecnologia e bioinsumos também demanda rastreabilidade avançada. Adoção de blockchain e registros distribuídos assegura autenticidade de insumos e certificações ambientais, enquanto bancos de dados genéticos e plataformas de gestão de sementes passam a ser ativos estratégicos no setor.
Outro pilar é a cibersegurança: a digitalização do campo expõe dados sensíveis e aumenta a vulnerabilidade a ataques, como ransomware em sistemas de irrigação e automação. Firewalls industriais, deteção de intrusão e backups fortalecem a proteção, enquanto normas de proteção de dados exigem governance adequado. A computação em nuvem e modelos SaaS ajudam a democratizar o acesso a soluções de alto nível, com data centers regionais para reduzir latência e facilitar a integração com sistemas legados.
No conjunto, o mercado de tecnologia agrícola se consolida como um dos mais promissores do Brasil, impulsionado pela necessidade de inovar frente aos desafios climáticos. Siga Itshow no LinkedIn e assine a News para ficar por dentro das novidades em TI e Cibersegurança no agro.