No cenário atual, executivos de TI enfrentam uma intensa exposição a discursos comerciais e promessas de inovação. Nesse ambiente, o storytelling surge como ativo estratégico do ABM, orientando narrativas que traduzem propostas técnicas em valor para o negócio e fortalecem a confiança da alta liderança de TI.
Diferentemente de histórias inspiradoras genéricas, as narrativas eficazes para CIOs, CISOs, CTOs e diretores de TI precisam oferecer clareza, contexto e aplicabilidade. Conteúdos que exageram na promessa ou ignoram a realidade provocam desconfiança, enquanto histórias que reconhecem dilemas como segurança, modernização de sistemas legados e prazos de transformação ganham identificação e credibilidade.
No ABM, a narrativa também atua como construção de autoridade estratégica. Ao compartilhar experiências reais, tendências de mercado e aprendizados práticos, a marca se posiciona como referência intelectual, aumentando a confiança ao longo do ciclo de aquisição e fortalecendo relacionamentos de longo prazo com contas-chave.
A pirâmide invertida, técnica amplamente usada no jornalismo, mostra-se particularmente eficaz para executivos de TI. Iniciar pela identificação do problema central ou pela oportunidade estratégica que o decisor reconhece imediatamente permite capturar a atenção rapidamente, seguido de contexto e detalhes técnicos, para encerrar com a visão da marca e a proposta de valor.
Para identificar histórias relevantes, o ABM exige pesquisa profunda sobre a conta, setor e momento estratégico, além de escuta ativa em interações diretas e sinais digitais. Dados deixam de ser mero suporte e passam a conduzir a narrativa, conectando indicadores de desempenho, tendências de mercado e requisitos regulatórios a riscos e oportunidades reais, com LGPD ocupando lugar central na construção de narrativas no Brasil. O storytelling também deve considerar múltiplos canais — artigos, estudos de caso, eventos, podcasts e conversas presenciais — mantendo consistência entre todos os pontos de contato. O objetivo, a longo prazo, é transformar o storytelling em um ativo estratégico contínuo, cultivando autoridade, alinhamento com o board e relacionamento duradouro com as contas.