Apesar do entusiasmo com a IA, o setor de software não vive um cenário de encerramento. Em teleconferência com analistas, o CEO da Oracle, Mike Sicília, afirmou que “o software não está morrendo” e que o SaaS não morrerá por causa da IA. Ele destacou que a IA, quando bem adotada, pode acelerar o desenvolvimento, não eliminá-lo.
“Vocês já ouviram falar… que novas empresas que desenvolvem rapidamente software com IA vão decretar a morte do SaaS (software como serviço)”, disse ele, segundo a transcrição da teleconferência. “Discordo completamente disso. Acredito que as ferramentas de IA seriam uma ameaça se não as estivéssemos adotando, mas estamos, e muito rapidamente”, completou.
O comentário busca acalmar temores no mercado financeiro, que assiste a uma retomada de investimentos em software à medida que as empresas investem em IA para automatizar tarefas.
Entre as reações, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, classificou a teoria da morte do software como “ilógica” e “desproporcional”. A Salesforce, por sua vez, está buscando se reinventar; Marc Benioff afirmou que “a Salesforce sobreviverá ao apocalipse do SaaS” e citou o recente surgimento de agentes IA no ecossistema.
O jornal Reuters, que acompanhou as declarações, lembra que as ações de software já registraram quedas expressivas em fevereiro, reflexo da ansiedade do mercado frente ao ritmo acelerado da IA. Mesmo assim, o setor mantém a presença de grandes plataformas que hoje já gerenciam volumes gigantescos de dados, com soluções integradas a ecossistemas corporativos.