No cenário atual de ameaças digitais, a cibersegurança tornou-se o núcleo da continuidade operacional, afastando a ideia de que é apenas uma apólice técnica.
Apesar da alta demanda por talentos, pesquisas apontam que a presença feminina na liderança e nas frentes técnicas é um potente catalisador de inovação. O relatório Diversity Wins da McKinsey & Company associa diversidade de gênero em equipes executivas a 25% maiores probabilidades de lucratividade acima da média.
Na prática da cibersegurança, a diversidade cognitiva facilita a análise de padrões e a resolução de problemas, reduzindo o risco de pensamento em grupo. O mercado global enfrenta uma lacuna de cerca de 4 milhões de profissionais, segundo o consórcio (ISC)².
A WOMCY destaca que a liderança feminina acelera políticas de governança mais inclusivas e fortalece uma cultura de segurança que permeia toda a organização, indo além da proteção de dados para promover resiliência organizacional.
Os números para 2026 indicam que mulheres respondem por aproximadamente 25% a 30% dos cargos em cibersegurança globalmente. A inovação é impulsionada pela compreensão das nuances comportamentais de atacantes, e a retenção aumenta quando há programas de mentoria estruturados para levar talentos até cargos de liderança, como CISO.
Para transformar a cibersegurança em ativo estratégico, recomenda-se aos executivos revisar vieses de contratação, criar caminhos de mentoria para ascensão de mulheres ao topo e apoiar comunidades como a WOMCY, conectando talentos locais a oportunidades globais.