A Qualcomm, em cooperação com a Ericsson, concluiu uma série de testes com dispositivos RedCap em uma rede 5G Advanced Standalone (SA) de uma operadora brasileira, realizada em São Paulo.
Os ensaios utilizaram estações base 5G da Ericsson (gNodeB) e o hotspot RHINO H1, com o objetivo de demonstrar a viabilidade e o desempenho estável da tecnologia dentro de condições de teste controladas em ambiente de operação, segundo as empresas.
O RedCap (Reduced Capability), do Release 17, surge como uma evolução do 5G SA voltada a dispositivos que exigem conectividade eficiente, com menos complexidade e custo. A proposta é atender aplicações como IoT, wearables e equipamentos locais do cliente (CPEs) de FWA, associando baixo consumo de energia, alta confiabilidade e acessibilidade.
Nos ensaios, foram usados o RHINO H1 e o módulo RHINO M3501, ambos da Rhino Mobility (empresa da NEXA), com o Snapdragon X35 5G Modem-RF System. A combinação é apresentada como indicativo do potencial do RedCap para ampliar conectividade, especialmente em regiões rurais e carentes, contribuindo para a redução da exclusão digital.
Projeções de mercado citadas pela Omdia apontam que conexões RedCap 5G podem alcançar cerca de 963 milhões globalmente até 2030, enquanto o segmento 5G FWA (incluindo CPEs) deve ultrapassar 150 milhões de conexões no mesmo prazo. As empresas ressaltam que os testes descritos ocorreram em ambiente controlado e não representam disponibilidade comercial nem certificação regulatória, incluindo certificação Anatel.