A Virtueyes apresentou uma estratégia voltada ao mercado corporativo, destacando a integração de eSIM com redes públicas e privadas para gerenciar dispositivos IoT distribuídos pelo país.
A proposta, batizada de linha Air, utiliza eSIM para ativação e gestão remota de perfis de conectividade, eliminando a necessidade de troca física de chips em setores como energia, logística, indústria e segurança.
O presidente Taize Wessner afirmou ao TELETIME que o modelo visa atender operações com dispositivos IoT espalhados em campo, permitindo gestão centralizada via plataforma integrada.
Segundo o CTO Israel Peixoto, o foco não está apenas no formato do SIM, mas na capacidade de gerenciar diferentes tecnologias de conectividade de forma integrada, assegurando continuidade operacional.
Mercado e demanda: a empresa aponta que a adoção de eSIM em IoT deve crescer com a digitalização de processos. Pesquisas indicam que, até 2028, mais da metade das conexões móveis em smartphones mundialmente utilizarão eSIM; até 2030, o formato virtual pode dominar entre 76% e 80% dos aparelhos lançados.
No Brasil, a expansão de IoT encontra entraves como limitações de financiamento para cidades inteligentes e o alto custo de capital. A taxa Selic, em 14,75%, é citada como um dos fatores condicionadores do ritmo de projetos, conforme a Executiva.
À frente dos debates, a Virtueyes participará do Fórum de Operadoras Inovadoras na próxima segunda-feira, 13 de abril, um seminário organizado por Mobile Time e TELETIME para discutir tendências em redes e modelos de negócios B2B.