O teletrabalho no serviço público deixou de ser tema de debate para se tornar prática consolidada, comprovada por números, relatórios oficiais e a experiência de quem manteve o Estado funcionando nos momentos mais desafiadores. Trabalhar à distância não implica queda de produtividade nem qualidade, mas representa modernização, economia de recursos e melhoria na saúde dos servidores.
A pandemia de 2020 acelerou essa transformação. Em momentos críticos, a Justiça e o Ministério Público mantiveram índices elevados de produção, segundo relatórios do CNJ, com audiências virtuais e julgamentos realizados mesmo com grande parte dos servidores em regime remoto.
Além da eficiência, o teletrabalho tem ganho financeiro claro: redução de gastos com energia, água, climatização, limpeza, manutenção predial e transporte institucional. O dinheiro economizado pode ser investido em tecnologia e na valorização dos servidores, fortalecendo a capacidade de resposta do Estado.
O impacto na saúde ocupacional também é expressivo: menos tempo no trânsito, menos estresse e melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional, resultando em menos quadros de ansiedade, depressão e doenças osteomusculares, além de menos afastamentos por doença.
Para Costa Neto, servidor público e presidente do Sindjus, a defesa de uma política permanente de teletrabalho no PJU e MPU é uma consequência natural: não se trata de retroceder, mas de avançar com base no que já funcionou, ampliando a qualidade do atendimento à sociedade.