O conselho de administração da Telefônica Brasil aprovou, em reunião realizada na sexta-feira, 20 de fevereiro, a implementação de um novo programa de recompra de ações. O programa tem valor máximo de R$ 1 bilhão e vigência até 22 de fevereiro de 2027, com início previsto para 23 de fevereiro de 2026.
Sob o programa, a empresa poderá adquirir até 42.861.656 ações ordinárias negociadas em bolsa, a preços de mercado. As aquisições serão mantidas em tesouraria, com posterior cancelamento ou alienação, sem redução do capital social, com o objetivo de gerar valor aos acionistas pela alocação eficiente dos recursos disponíveis em caixa.
As operações serão financiadas com recursos provenientes da reserva estatutária de lucros, podendo ainda utilizar o resultado apurado no exercício social em curso. A implementação será intermediada por Ágora Corretora (Bradesco), BTG Pactual, Citigroup Global Markets Brasil, Itaú Corretora e Morgan Stanley.
Encerramento do programa anterior e cronograma de pagamentos
Na mesma reunião, o Conselho decidiu encerrar o programa de recompra anterior, aprovado em 25 de fevereiro de 2025. Ao longo de sua vigência, foram adquiridas 49.613.856 ações, das quais 34.740.770 foram canceladas em 24 de julho de 2025; o restante pode permanecer em tesouraria, ser cancelado ou alienado.
Além da recompra, a empresa informou as datas de pagamento dos juros sobre capital próprio (JSCP) declarados no segundo, terceiro e quarto trimestres de 2025. O total bruto declarado soma R$ 2,99 bilhões, com pagamento previsto para 14 de abril de 2026.
Também foram anunciadas as datas da votação pelos acionistas para uma redução de capital no valor total de R$ 4 bilhões: 12 de março de 2026. Caso aprovada, a redução torna-se efetiva após 60 dias, com o pagamento decorrente da redução programado para 14 de julho de 2026, de forma individualizada aos acionistas.
Segundo a Telefônica, as medidas resultaram, em 2025, no pagamento de 103,4% do lucro líquido aos acionistas, equivalente a R$ 6,37 bilhões.