Starlink lidera a performance entre os serviços de internet via satélite, segundo estudo privado com dados do Speedtest para 2024-2025. A Ookla aponta a Starlink como líder em velocidade mediana de download e com menor latência entre as redes de órbita baixa (LEO) em diversos mercados.
O relatório consolida medições de usuários da plataforma Speedtest ao longo de 2024 e 2025, comparando serviços LEO com GEO. Entre as métricas analisadas estão download, upload e latência, com divisão por país, região e tipo de órbita. Na média global, o Brasil registrou 109,93 Mbps de download.
Segundo o levantamento, as redes LEO apresentaram desempenho superior às GEO nas principais métricas, com a Starlink surgindo com liderança recorrente nas velocidades de download nos mercados-chave e latência mais baixa nas redes LEO.
Entre os mercados avaliados, o Brasil figura como quarto maior para a Starlink, com participação de 4,9% do conjunto de dados. Em geral, aStarlink manteve seu posicionamento entre os provedores com melhores resultados nas amostras do Speedtest, com variações regionais de acordo com a localização do usuário e o plano contratado.
No Brasil, a Starlink chegou em 2022 e os números mostraram evolução ao longo do tempo: a velocidade média de download iniciou em 95,7 Mbps, caiu para 77,83 Mbps em 2023 e atingiu 100,55 Mbps em 2024 e 2025. A velocidade de upload acompanhou o ritmo, saindo de 18,4 Mbps em 2022 para 13,56 Mbps em 2023, e subindo para 15,01 Mbps em 2024 e 16,37 Mbps em 2025.
O estudo também compara outras operadoras, como HughesNet e Viasat. Segundo os dados do Speedtest, as medianas dessas operadoras ficaram abaixo das registradas pela Starlink nos mercados analisados; nos EUA, HughesNet atingiu 46,31 Mbps de download no terceiro trimestre de 2025. A Viasat apresentou desempenho regionalmente variado, com o Brasil ocupando o segundo lugar entre os principais mercados, atrás dos EUA.
Por fim, o relatório ressalta que há heterogeneidade regional: mercados com menor densidade de usuários tendem a apresentar medianas de velocidade mais altas, enquanto áreas com maior concentração de acessos exibem maior dispersão de resultados. O estudo aponta que números podem oscilar conforme localização, plano e condições locais de uso.