Federações Fenattel, Fitratelp e FITT/Livre publicaram uma carta aberta acusando a gestão judicial da Oi de negligenciar ativos e de realizar uma gestão de pessoal temerária, além de defender a criação de um plano de sobrevivência para a unidade Oi Soluções.
A carta, datada de 19 de fevereiro, afirma que os Administradores Judiciais Bruno Rezende e Tatiana Binato devem apresentar um plano estruturado sobre as intenções para as empresas Oi S/A, Serede e Tahto, ressaltando que a falência não pode servir de salvo-conduto para desperdício de patrimônio ou desrespeito aos trabalhadores.
Segundo as entidades, a recuperação judicial da Oi convive com um patrimônio negligenciado e com uma inércia administrativa: a operadora detém infraestrutura significativa capaz de gerar liquidez para quitar compromissos. Entre os ativos citados, estariam 11.573 km de dutos remanescentes, 105 mil km de rede instalada e 22.526 postes, além de 350 postos de serviços em 200 municípios.
A carta aponta também a participação da Oi na V.tal em 27,26%, com a venda em fase de alienação judicial e audiência marcada para março.
Sobre a Oi Soluções, as federações defendem uma transição coerente que preserve a base de clientes estratégicos e evita a saída de profissionais qualificados, sugerindo que a empresa explore mercados como manutenção predial e serviços para ISPs regionais.
No fim de 2025, o Oi Soluções tinha cerca de 4,6 mil contratos com o setor público e mais de 10 mil com o setor privado, ainda em transição de serviços considerados essenciais.
Os sindicatos também cobram clareza sobre o futuro dos trabalhadores, defendendo a apresentação de um Plano de Demissão Voluntária para reduzir o quadro de pessoas sem atividade, sob supervisão da Justiça. A atuação de Bruno Rezende e Tatiana Binato como gestores judiciais é lembrada para contextualizar o cenário da Oi S/A, Serede e Tahto.