Em nota conjunta, ABDC, Abes, Brasscom e MBC afirmam que a Resolução Gecex nº 852/2026 eleva as alíquotas para bens de capital e informática, aumentando custos para projetos de infraestrutura digital.
Conforme divulgado, as tarifas variam de 18% a 25% para servidores de processamento de dados, 25% para equipamentos de rede como switches e roteadores, entre 12,6% e 14% para sistemas de armazenamento e 7,2% para semicondutores e circuitos integrados.
As entidades afirmam que a decisão foi tomada “sem coordenação com o Redata” e representam “retrocesso na construção de um ambiente favorável à infraestrutura digital”, sinalizando que o país pode perder competitividade na economia digital.
No debate econômico, o custo de um data center Tier III de 5 MW seria de aproximadamente R$ 266 milhões no Brasil, ante R$ 197 milhões no Chile, R$ 165 milhões na Colômbia e R$ 126 milhões na Argentina. A carga tributária brasileira é estimada em cerca de 23%, bem acima dos cerca de 8% observados no Chile.
As associações também destacam o déficit brasileiro em serviços de computação e informação, projetando US$ 7,6 bilhões em 2025 — mais que o dobro de 2010 — o que reforça a percepção de o Brasil ser um importador líquido de poder computacional e aumenta a urgência de políticas públicas alinhadas.
Por fim, ABDC, Abes, Brasscom e MBC defendem maior coordenação entre políticas tarifárias, industriais e digitais. “O Brasil tem escala, mercado e potencial. Falta-lhe adotar políticas coerentes com suas ambições digitais”, afirmam as entidades em comunicado, pedindo alinhamento entre o Redata e as ações de tributação de bens de informática.