O Scotiabank elevou o preço-alvo da Akamai para US$ 105, sinalizando uma mudança de narrativa: da CDN e segurança para uma plataforma pronta para alimentar a próxima fase da infraestrutura de IA, com ênfase na inferência distribuída na borda.
A revisão do alvo decorre da expectativa de que a Akamai esteja bem posicionada para atender à demanda por infraestrutura de IA, buscando transformar sua rede distribuída em uma base para workloads de inferência, com processamento que viaja menos e respostas mais rápidas.
No recorte financeiro, o banco manteve a recomendação de “Setor acima da média” e elevou o alvo de US$ 94 para US$ 105. A tese central aponta para uma expansão de 70% da capacidade de computação principal, com a geração de mais de US$ 300 milhões em receita anual incremental, caso a inferência de IA entre em operação, projecionando crescimento de vendas de 8%–9% no 2º semestre de 2026 e em 2027.
O relatório destaca movimentos estratégicos como a parceria com a NVIDIA e o lançamento da Inference Cloud da Akamai, além de fatores como a aquisição da Fermyon e parcerias com Visa e Zuplo. Em termos de negócio, isso aponta para o reposicionamento da Akamai como fornecedora de infraestrutura de IA distribuída, respondendo a gargalos de latência, custo e disponibilidade de capacidade.
Para profissionais de TI e Cibersegurança, a borda com IA traz uma segunda camada de preocupação: a inferência distribuída amplia a superfície de ataque e exige governança mais madura. O caminho começa a exigir identidade robusta, proteção de APIs, detecção de tráfego automatizado e uma postura de segurança mais abrangente, indo além de controles tradicionais do data center. The It Show recomenda que CIOs e CISOs incorporem IA na borda aos seus planos de 2026, cobrando sinais de maturidade dos fornecedores e revisando requisitos de segurança para APIs e agentes.