O que define um ROI de TI eficaz na indústria? Em artigo recente, a It Show argumenta que ROI de TI não é apenas reduzir custos operacionais, mas também alinhar tecnologia com a estratégia da empresa, levando em conta o impacto da IA integrada a IoT, 5G privado e ERP.
Segundo Mauro Periquito, ROI de TI envolve apagar o mito de que TI é ‘custo’ e reconhecer que um ERP bem integrado, sensores IoT e uma rede 5G privativa podem gerar ganho de capacidade, reduzir retrabalho e diminuir o risco de paradas não programadas.
O custo invisível do não fazer é real. Em planejamento, empresas podem gastar até R$ 60 mil por mês em horas extras de planejamento manual que poderiam ser automatizadas por R$ 300 mil. Além disso, paradas não programadas podem custar cerca de R$ 80 mil por mês, gerando payback estimado de cinco meses se mitigadas por manutenção preditiva.
TI não “produz peças” sozinha; ela libera valor ao eliminar retrabalho, melhorar OEE, rastreabilidade e conectividade. Um ERP não economiza apenas um funcionário; ele reduz divergências entre sistemas e liberta analistas para gerar insights. A IoT antecipa falhas e melhora OEE; a 5G privativa viabiliza AGVs autônomos e vídeo analytics com latência garantida.
O dilema da priorização: mesmo com ROI positivo em múltiplos projetos como ERP, IoT de manutenção preditiva, 5G privativo, integração IT/OT e analytics avançado, não há orçamento para tudo. A recomendação é priorizar com base em dependência e impacto estratégico, e planejar uma sequência onde cada etapa habilita a seguinte.
IA está mudando a equação do ROI: algoritmos de IA agêntica substituem tarefas repetitivas, enquanto a inteligência analítica cresce em complexidade. No entanto, IA depende de dados, que precisam de IoT e conectividade estável, hoje cada vez mais sustentada por 5G privado. O ROI, portanto, é do ecossistema, não de um componente isolado.
Como calcular? O texto não oferece fórmula única; recomenda-se incluir: redução de custo operacional mensurável, aumento de capacidade mensurável, habilitação de novos negócios e redução de risco, além do custo do não fazer — o fator mais esquecido na prática. Empresas que dominam esse cálculo tendem a investir mais e obter retornos maiores.