A segunda rodada de negociação entre representantes do Sindpd-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação de São Paulo) e do Seprosp (Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo) terminou sem acordo. As partes mantiveram posições distintas sobre reajustes e pisos salariais.
O setor patronal manteve a oferta de um reajuste salarial de 3,9%, correspondente ao INPC de 2025, além de um aumento de 6% aplicável aos pisos salariais. Já o Sindpd contrapôs 8% de reajuste nos pisos, em conjunto com um reajuste salarial de 6%. Em sua pauta, o Sindpd também propõe um piso salarial de R$ 5.180,00 para profissionais com nível superior.
Foi acordada a manutenção de todas as cláusulas inalteradas da Convenção Coletiva de Trabalho vigente e a exclusão de três cláusulas consideradas superadas.
No que diz respeito ao Auxílio-Refeição, o Seprosp manteve a proposta de R$ 32 líquidos para 2026, mas aceitou incluir na cláusula a partir de 2027 o pagamento expresso de 22 dias por mês, 12 meses por ano, assegurando o vale-refeição durante as férias. O Sindpd defendeu que a questão do pagamento do benefício durante as férias já seja explicitada na cláusula para vigorar a partir de 2026.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores, o sindicato patronal reiterou a rejeição de incluir cláusulas ligadas à inclusão de mulheres, à diversidade, ao respeito ao meio ambiente, aos cuidados com a saúde mental e a políticas de capacitação. O Sindpd explicou que tais cláusulas não geram custo às empresas e propôs deixar claro na nova CCT que são cláusulas não sujeitas a multas por descumprimento, sugestão que será analisada pelos patrões.
Uma nova rodada de negociação está prevista para a próxima semana para continuar as discussões e buscar um desfecho para os itens em aberto.
As informações são destacadas pela imprensa especializada e refletem a continuidade das negociações entre trabalhadores e patronato no setor de TI em São Paulo.