Durante o Mobile World Congress 2026, a Qualcomm revelou uma guinada estratégica que amplia o seu ecossistema para além de smartphones, mirando servidores de borda com processadores e tecnologias Qualcomm.
Diego Aguiar, head da Qualcomm no Brasil, afirmou que a Inteligência Artificial na borda (Edge AI) é o pilar central desta transição para a Era Digital, e reforçou que o Brasil é visto como mercado promissor, com clientes já interessados em testar conceitos de edge computing e edge IA.
A estratégia no País foca na monetização da IA através da inferência na ponta, considerada a chave para viabilizar novos casos de uso, desde data centers de grande porte até dispositivos de programação e treinamento como os da Arduino, recentemente adquirida pela Qualcomm.
No MWC 2026, a Qualcomm apresentou o Qualcomm AI 200, um rack de data center dedicado à inferência de IA que utiliza placas Qualcomm AI 100, demonstrando pela primeira vez este ano. A oferta é escalável, prevendo “data centers portáteis” para PMEs e regiões com infraestrutura limitada.
A empresa também destacou que o mercado de IoT é pouco explorado no Brasil e que os dispositivos de inferência de IA podem entregar uma stack de solução completa, combinando software e hardware, indo além do foco tradicional em chipsets para consumo.
A visão é de IA na borda para processar modelos diretamente nos dispositivos, reduzindo a dependência da nuvem e os custos. Além disso, a Qualcomm cita a integração de IA em PCs (AI PCs), agentes em smartphones e conectividade avançada como Wi-Fi 7/8 e o futuro 6G, com o Qualcomm AI Hub oferecendo modelos pré-treinados gratuitamente.
Essa expansão para o mercado de data centers com hardware dedicado para IA é apresentada como uma das maiores novidades, com a ideia de “inferência como serviço” e a aposta de que a borda possa transformar o mercado de IA tornando-o mais econômico e eficiente.