O Ceará, com 16 cabos submarinos e mais de 10 data centers, aparece como um polo potencial para o ReData, caso haja uma política pública nacional que torne o destino mais atrativo. A defesa foi apresentada pelas Prods, associação ligada às entidades públicas de TIC, que buscam ampliar o papel do Brasil na estratégia de data centers.
As Prods argumentam que o Brasil deve fortalecer a infraestrutura de data centers para atender o interesse público e a continuidade de serviços digitais, ressaltando que o estado cearense já possui uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de referência internacional na Região Metropolitana de Fortaleza, além do backbone próprio, o Cinturão Digital do Ceará (CDC), com milhares de quilômetros de fibra óptica para levar data centers ao interior, alimentados por energia renovável.
A ABEP TIC, entidade que reúne as empresas públicas estaduais de TIC, defende políticas que promovam a infraestrutura nacional de data centers com foco no interesse público, na segurança da informação e na continuidade dos serviços digitais essenciais à população. A Etice, braço de TI do Ceará, é um dos signatários.
Em nota apresentada pela ABEP TIC, a retomada do regime do REDATA por meio de projeto de lei deve reconhecer o papel estratégico das empresas públicas estaduais de TIC, que prestam serviços para milhões de cidadãos, e incluir contrapartidas estruturantes de investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para fortalecer o sistema nacional de inovação e ampliar a capacidade tecnológica do estado.
O presidente da Etice, Hugo Figueiredo, figura entre os signatários da nota, ressaltando a importância de considerar o envolvimento de empresas públicas estaduais na formulação de políticas que apoiem o processo de atração de data centers e a continuidade dos serviços digitais críticos para a população.
“As empresas estaduais de TIC têm papel estratégico nesse ecossistema, sustentando soluções tecnológicas que atendem milhões de cidadãos em todo o país. Por isso, é fundamental que iniciativas voltadas ao fortalecimento da infraestrutura digital considerem a participação dessas instituições e estimulem investimentos em inovação e desenvolvimento tecnológico”, afirma a ABEC-TIC.