O Ministério das Comunicações confirmou a prorrogação do prazo para contribuições à Política Nacional de Data Centers até 15 de outubro de 2025. A extensão, anunciada nesta sexta-feira, abre espaço para mais empresas participarem do processo de construção regulatória. O movimento envolve um esforço coordenado entre três ministérios para definir diretrizes de segurança, localização e sustentabilidade de centros de dados. No eixo Infraestrutura e Conectividade, o questionário contempla 23 perguntas que vão desde aspectos técnicos até desafios operacionais do setor.
O Brasil conta atualmente com 162 centros de dados, segundo a Associação Brasileira de Data Centers. A distribuição geográfica revela concentração no Sudeste (110 centros), enquanto o Norte registra apenas duas instalações, um desequilíbrio que a nova política busca corrigir. Sul, 27; Nordeste, 15; Centro-Oeste, 8. São Paulo e Fortaleza aparecem como polos de investimento, o que levanta questões de latência e redundância para usuários de outras regiões.
A Política Nacional de Data Centers está alinhada com a Estratégia Nacional de Inteligência Artificial e a Política Nacional de Cibersegurança. Para equipes de TI, a regulamentação pode significar maior previsibilidade regulatória e redução de custos por meio de padrões unificados. Executivos de tecnologia devem considerar como as novas diretrizes podem influenciar decisões sobre localização de infraestrutura, investimentos em segurança e estratégias de conformidade. Participar da consulta permite que demandas corporativas sejam incorporadas ao marco final, fortalecendo soberania tecnológica.
Como participar: profissionais podem enviar contribuições via a plataforma Participa + Brasil. O processo facilita compartilhar experiências práticas, identificar gargalos regulatórios e propor soluções com base em casos reais de implementação. A consulta abrange questões de cibersegurança, incluindo requisitos de proteção, certificações e planos de resposta a incidentes. O diálogo entre setores público e privado sinaliza compromisso com um ambiente de negócios regulatório estável e atrativo.
Perspectivas: a nova regulamentação pode estimular descentralização de operações para regiões menos atendidas, com potenciais incentivos. A sustentabilidade ficará central, definindo padrões de eficiência energética e uso de recursos, com oportunidades de inovação em gestão de centros de dados. Líderes de TI e de cibersegurança devem acompanhar o avanço para antecipar mudanças regulatórias e adaptar estratégias. O prazo ampliado oferece tempo para análises fundamentadas em dados operacionais.