A gestora de ativos PIMCO confirmou a alienação total de 64,8 milhões de ações da Oi, encerrando uma participação de 19,7268% no capital da operadora em recuperação judicial. A comunicação foi enviada à Oi, à CVM e à B3, conforme informou a empresa.
Segundo o documento, os fundos sob gestão da Pacific Investment Management Company LLC não detêm mais ações nem derivativos referenciados à companhia. A PIMCO também afirmou não possuir planos de influenciar o controle ou a gestão da Oi e não integra acordos de voto ou instrumentos para novas aquisições ou alienações de valores mobiliários.
A saída ocorreu ao longo de novembro após uma sequência de vendas, num período em que as ações da Oi voltaram a negociar com liquidez na B3, após suspensão em função de falência judicial.
Em 17 de novembro, fundos sob gestão da PIMCO venderam 15.279.100 ações ordinárias, equivalentes a 4,6505% do total com direito a voto, passando a deter cerca de 29,98% da companhia. Em 18 de novembro, a venda seguinte reduziu a participação para aproximadamente 24,46%; e no dia 19 de novembro, outra operação alienou 4,7299% do capital, levando a posição para 19,72%. A alienação anunciada hoje encerra definitivamente a presença acionária da gestora na Oi.
O movimento de desinvestimento coincide com disputas judiciais envolvendo a PIMCO no grupo Oi. Em 7 de novembro, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região arrestou notas de crédito da PIMCO no processo contra a Serede, subsidiária da Oi, citando indícios de gestão fraudulenta e passivo superior a R$ 1,5 bilhão. Em 15 de outubro, a V.tal apresentou protesto judicial acusando abuso de poder de controle e interferência na condução da Oi, pedindo ao Judiciário que impedisse a gestora de alienar bens no país enquanto se apuram danos à operadora.
Essas disputas se somam ao atual processo de recuperação judicial da Oi, no qual a atuação da gestora tem sido reiteradamente contestada por credores e acionistas. Com a saída completa, a PIMCO encerra definitivamente sua participação na operadora, num momento em que a Oi atravessa uma fase de reestruturação e continuidade do regime de recuperação judicial.