Relatório do Check Point Research (CPR) referente ao quarto trimestre de 2025 aponta a Microsoft como a marca mais imitadas em campanhas de phishing, respondendo por 22% das tentativas observadas no período.
Logo atrás vêm Google (13%), Amazon (9%) e Apple (8%). No ranking aparecem Meta com 3% e, cada um, PayPal, Adobe e Booking com 2%. LinkedIn e DHL fecham o Top 10, com 1% cada; a DHL destaca-se por ser a única empresa fora do setor de tecnologia a aparecer no grupo.
Para executivos de TI, esse ranking não é apenas uma curiosidade: funciona como termômetro de quais credenciais estão sob maior mira de atacantes, deixando claro que o alvo prioritário costuma ser o acesso corporativo.
O Top 4 sugere duas tendências que se reforçam mutuamente: a centralidade da identidade — contas que dão acesso a ecossistemas amplos desbloqueiam múltiplos serviços — e o apelo da marca, que aumenta a taxa de cliques em mensagens de phishing, especialmente em ambientes de trabalho onde produtividade, e-mail, colaboração e nuvem concentram credenciais e permissões. A sazonalidade também pesa para a Amazon, enquanto a DHL entra no Top 10 ao destacar que logística pode gerar iscas sazonais.
As campanhas costumam usar páginas falsas e domínios similares (“lookalike domains”) para imitar fluxos legítimos, como telas de login e recuperação de conta. O objetivo é levar o usuário a entregar a credencial sob a promessa de resolver um problema rotineiro, permitindo então que o atacante se mova dentro do ambiente corporativo com maior alcance.
A curto prazo, o impacto se traduz em reforçar IAM, SSO e MFA: as organizações devem tratar a identidade como perímetro primário, reduzir a dependência de senhas, adotar MFA robusto e políticas de acesso condicional com checagens de contexto; reduzir o tempo entre detecção e resposta e gerenciar identidades externas de fornecedores. Além disso, o desempenho do treinamento deve ser mensurado, com ações baseadas em dados para diminuir cliques errados e incidentes reais.