A Oracle registrou receita total de US$ 17,2 bilhões no terceiro trimestre do seu ano fiscal de 2026, crescimento de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pela operação de nuvem, que somou US$ 8,9 bilhões no trimestre, avanço de 44%.
Entre os componentes da nuvem, a receita de infraestrutura em nuvem (IaaS) chegou a US$ 4,9 bilhões, com alta de 84%. Já as aplicações em nuvem (SaaS) geraram US$ 4,0 bilhões, aumento de 13%. A Oracle também destacou crescimento de 35% na receita de Oracle Cloud Database (IaaS) e um salto de 531% na operação Multicloud Database, todos em dólares.
Um dos principais indicadores apresentados pela empresa foi o volume de Obrigações de Desempenho Remanescentes (RPO), encerrando o trimestre em US$ 553 bilhões. O valor representa um salto de 325% em relação ao ano anterior, com a maior parte desse crescimento associada a contratos de IA de grande escala. A companhia enfatizou que parte relevante dos equipamentos é financiada antecipadamente pelos clientes ou fornecida por eles próprios, reduzindo a necessidade de captação adicional.
Em termos de captação de recursos, a Oracle anunciou desde fevereiro planos para levantar até US$ 50 bilhões em dívida e capital próprio em 2026; pouco depois levantou US$ 30 bilhões por meio de uma combinação de títulos com grau de investimento e ações preferenciais conversíveis obrigatórias. A empresa mantém projeções para FY2026 de receita total entre 19% e 21% no quarto trimestre, com crescimento de nuvem entre 46% e 50%, e estima US$ 1,96 a US$ 2,00 por ação não-GAAP. Para FY2027, a Oracle elevou a expectativa de receita para US$ 90 bilhões.
Por fim, a companhia afirmou que a demanda por capacidade de nuvem voltada ao treinamento e à inferência de IA continua a superar a oferta. A Oracle também informou planos de reorganizar suas equipes de desenvolvimento em estruturas menores, com apoio de ferramentas de geração de código por IA, como parte de sua estratégia para ampliar a produção de software.