O leilão da participação da Oi na V.tal terminou sem definição, pois a única proposta apresentada ficou abaixo do preço mínimo de 12,3 bilhões de reais previstos no edital do processo de recuperação judicial da operadora.
A audiência foi conduzida pela juíza Simone Gastesi Chevrand, titular da 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, responsável pelo caso. Durante a sessão, foi aberto apenas um envelope com a proposta de compra para o ativo, apresentada por um consórcio ligado ao BTG Pactual, que já controla a V.tal, e por empresas associadas, incluindo a STANS 13 e o grupo BGC. No entanto, a administração judicial concluiu que, apesar de a proposta atender aos requisitos formais, o valor ofertado ficou abaixo do piso definido no edital.
Com isso, o edital determina que os credores que aderiram à chamada “Opção de Reestruturação I” do plano de recuperação avaliem a proposta e decidam se aceitam ou não a venda por um valor inferior ao mínimo.
Para proteger os termos da oferta, a 7ª Vara Empresarial determinou sigilo até a conclusão dessa etapa. A proposta ficará acessível apenas à Oi, ao Ministério Público, à administração judicial e ao gestor, além do fiscal independente do processo.
A retomada do processo está marcada para 30 de março, quando o juízo deverá decidir se a venda da participação na V.tal será aprovada ou se o ativo permanecerá sem comprador, mantendo a continuidade dos próximos passos do plano de recuperação.