Federações sindicais que representam trabalhadores do grupo Oi tiveram uma reunião tensa com o gestor judicial Bruno Rezende, na quarta-feira, 18 de março.
As entidades FENATTEL, FITRATELP e FITTLIVRE cobraram soluções imediatas para o quadro de ociosidade forçada que afeta centenas de empregados e para o passivo trabalhista das subsidiárias, diante de uma crise que se arrasta há meses.
O comando da Oi sinalizou apenas com a possibilidade de estudos para a implementação de um Programa de Demissão Incentivada, sem apresentar prazos ou metas concretas, o que gerou frustração entre os sindicalistas.
Em nota conjunta, as federações criticaram a postura da gestão, afirmando que a empresa estaria privilegiando a gestão financeira em detrimento de aspectos sociais, e reiteraram a necessidade de um desligamento com pagamento integral de verbas rescisórias.
A reunião também tratou de cenários futuros envolvendo as unidades da empresa. Foi informado que a venda da UPI Fixa deve ser concluída até 20 de abril, com a expectativa de absorção de cerca de 250 funcionários pelo adquirente. A UPI Imóveis poderá incorporar até 110 trabalhadores, enquanto a Oi Soluções não está sujeita a venda, segundo o gestor.
O encaminhamento do processo ocorre no dia 20 de abril, quando o Gestor Judicial apresentará um relatório técnico à Juíza da 7ª Vara detalhando o período em que esteve à frente da gestão. Enquanto isso, assembleias de trabalhadores deverão decidir as próximas ações da categoria diante do cenário de incertezas e da falta de soluções concretas para a crise humanitária e emocional que aflige os funcionários da Oi.