Uma petição protocolada pela administração judicial da Oi à 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro indica planos da tele para a elaboração de um novo plano estruturado de pagamento de credores e a alienação de ativos.
Entre os ativos alvo estariam a Oi Soluções e a participação societária de 26,5% na V.tal, com a gestão pedindo a contratação de uma empresa especializada em gestão de investimentos para coordenar a venda global desses ativos.
A decisão, relatada pela juíza Simone Gastesi Chevrand em 27 de novembro, também aponta a possibilidade de a estrutura de venda ser conduzida pelo gestor judicial Bruno Rezende, que acumula esse papel com a administração da recuperação, o que, segundo a magistrada, poderia reduzir custos.
Os administradores requereram à Justiça a suspensão de obrigações concursais e extraconcursais até a conclusão do novo plano estruturado, mantendo obrigatoriamente apenas débitos ligados a serviços essenciais.
O pedido ainda solicita a intimação de todas as empresas do grupo em recuperação para apresentarem uma relação atualizada dos créditos vencidos e não pagos, bem como eventuais valores retidos por credores. A Justiça, por ora, não se manifestou e requisitou parecer do Ministério Público sobre a medida e a viabilidade de intervenção estatal.
O caso insere-se em um contexto de turbulência jurídica envolvendo a recuperação da Oi; em novembro, a segunda instância reverteu decisão de falência, retomando a recuperação judicial do grupo, e debates sobre intervenção estatal continuam na pauta do Judiciário.