Belo Horizonte recebe nesta quarta-feira, 26 de março de 2026, o STEM Day Minas Gerais, encontro dedicado a valorizar a participação feminina em ciências, tecnologia, engenharia e matemática. A iniciativa é promovida pela Sociedade Mineira de Engenheiros (SME) e integra uma rede internacional que visa ampliar espaço, visibilidade e oportunidades para mulheres em setores historicamente desiguais.
Entre as presenças confirmadas estão Mila Corrêa da Costa, secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, e Virginia Campos, presidente da SME. O encontro reúne ainda representantes do CREA-MG, do STEM Women Congress e de empresas como IBM, Schneider Electric, ArcelorMittal, Localiza e Patrus Transportes, visando discutir formação, carreira, ambiente corporativo e acesso a posições de liderança.
A discussão não fica apenas no estímulo à entrada de mulheres em STEM. Segundo a UNESCO, as mulheres representam cerca de 35% dos graduados em cursos ligados a STEM no mundo, número que permanece abaixo do desejado. O evento busca, portanto, estratégias de permanência, ascensão profissional e reconhecimento, conectando estudantes, profissionais e lideranças para reduzir a distância entre entrada e crescimento na carreira.
A programação inclui credenciamento às 13h30, abertura com autoridades e mesas sobre competências femininas em STEM, educação, diversidade e o papel das empresas na promoção da participação feminina. Destaques incluem debates sobre como ampliar a ocupação de espaços historicamente ocupados por homens e como o setor privado pode avançar de ações simbólicas para práticas efetivas de inclusão e formação.
O STEM Day Minas Gerais também marca a integração de Belo Horizonte à rota do STEM Women Congress, rede internacional que promove a participação de mulheres em áreas técnicas. O movimento reforça a pauta regional, conectando educação, inovação e mercado de trabalho a uma agenda global, com impactos econômicos positivos na região.
Mais do que representatividade, o evento busca transformar a presença feminina em STEM em resultado prático, criando pontes entre quem está começando e quem já ocupa posições de liderança. O encontro reforça a necessidade de ambientes mais inclusivos em empresas, universidades e entidades de classe, contribuindo para um ecossistema de inovação mais diverso e produtivo.”