O Conselho da União Europeia aprovou hoje a assinatura do Acordo de Parceria Mercosul – União Europeia (UE), encerrando 25 anos de negociações e abrindo espaço para negócios de TI e indústria eletroeletrônica, conforme avaliação da Abinee.
O que muda para o comércio
A Abinee apontou que o acordo representa um marco no comércio internacional e pode criar a maior zona de livre comércio do mundo. A entidade estima que, após a ratificação pelo Parlamento Europeu, o tratado pode propiciar um aumento das exportações do setor eletroeletrônico para a UE entre 25% e 30% no médio prazo, além de diversificar fornecedores de insumos para a produção industrial.
A Abinee também destaca que o acordo contribuirá para recompor a competitividade da indústria instalada no Brasil frente a países que ainda usufruem de benefícios, como o SGP europeu, e que, em conjunto com a reforma tributária, pode estimular as vendas externas.
Parecer europeu e próximos passos
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou a decisão como histórica e afirmou que o acordo cria um mercado de cerca de 700 milhões de pessoas. Segundo comunicado oficial, a assinatura deve seguir para assinatura na próxima semana, mas o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu para entrar em vigor.
Reação do Brasil
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a decisão, chamando-a de “vitória do diálogo” e um “dia histórico para o multilateralismo”. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços saudaram a aprovação europeia, destacando a junção de dois dos maiores blocos econômicos do mundo, com cerca de 720 milhões de pessoas e PIB acima de US$ 22 trilhões.
Contexto econômico
De acordo com comunicados europeus, o tratado prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte e reduções graduais para outros itens, com cotas aplicáveis. Para a indústria de TI e eletroeletrônicos, a leitura setorial aponta para maior acesso ao mercado europeu, maior previsibilidade regulatória e integração às cadeias globais de valor, sujeita à ratificação e implementação.