Provavelmente você já fala de Inteligência Artificial. Talvez use ferramentas, proponha pilotos, ou tenha experimentos em andamento. O que falta, porém, é uma liderança preparada para guiar a IA — não apenas tecnologia, mas a capacidade de decidir, governar e agir com IA integrada ao negócio.
O que chamamos de “novo eixo da liderança” não é simples adoção de ferramentas: é um cambio de paradigma. A IA deve tornar-se um eixo transversal que atravessa todas as áreas, conectando decisões, automação e impacto no desempenho da organização.
Da ferramenta à liderança: liderar com IA envolve estruturar critérios para decisões aumentadas por IA, governança de agentes e fluxos cognitivos, a integração entre tecnologia, pessoas e estratégia e responsabilidade sobre impacto e produtividade. É o momento em que a organização deixa de usar IA e passa a liderá-la.
A emergência de novos perfis de liderança já se observa: líderes híbridos atuando em operações, comercial, jurídico e gestão de pessoas, combinando visão de negócio com inteligência artificial. A IA deixa de ser um tema técnico e passa a ser uma competência organizacional distribuída.
O fenômeno não é uniforme. Estudos indicam ganho médio de produtividade com IA, mas o diferencial está na dispersão de resultados: equipes com método, clareza e liderança avançam, enquanto outras apenas automatizam o caos.
Agora é hora de agir: o ritmo de mudança é exponencial e organizações sem liderança preparada para IA ficam presas em ciclos de experimentação. Quem entender a importância de governança, transparência e responsabilidade no uso da IA terá vantagem competitiva na próxima década.
Conclusão: chegou o momento de dar à IA o mesmo peso que damos à estratégia, às pessoas e às operações — não como hype, mas como fundação da liderança moderna. Enquanto algumas organizações perguntam que IA usar, outras já questionam como liderar a empresa com IA, definindo o ritmo da inovação.