A 7ª Vara Empresarial da Justiça do Rio de Janeiro acatou nesta sexta-feira, 20, o pedido do gestor judicial da Oi, Bruno Rezende, que afastou a remuneração ao profissional baseada em 5% do valor efetivamente pago aos credores da operadora.
Segundo o Tele.Síntese, o pedido de Rezende apontou mudança nas premissas econômico-financeiras da Oi que embasaram a proposta de remuneração aprovada pela Justiça em dezembro. O gestor defendeu que a discussão remuneratória deva ocorrer em uma etapa futura do processo de recuperação da Oi.
“Em que pese esteja o sr. Gestor desempenhando com máxima proficiência o mister que lhe foi incumbido, o que ao ver deste Juízo demanda correspondente remuneração, à vista das razões expendidas, homologo a desistência manifestada”, indicou nesta noite a juíza Simone Gastesi Chevrand, responsável pela RJ da Oi e pela fixação dos honorários.
A remuneração de Rezende, que lidera o escritório Preserva-Ação, vinha sendo discutida no curso da recuperação da Oi e tinha sido mantida pela Justiça na primeira instância, mas suspensa na segunda pelo desembargador Augusto Alves Moreira Junior, da Oitava Câmara Cível do TJRJ.
Bruno Rezende atua como gestor da Oi desde a intervenção da Justiça na tele, em setembro de 2025. De lá para cá, a equipe do Preserva-Ação estaria atuando sem contraprestação, conforme a petição enviada à 7ª Vara.
A decisão mantém a possibilidade de tratar da remuneração em uma etapa futura, consolidando a posição de que o formato de 5% sobre os valores pagos aos credores não deve produzir efeitos imediatos durante o atual estágio de recuperação da Oi.