O Irã intensificou sua retórica de dissuasão, declarando que pode atacar infraestrutura crítica de TI, energia e dessalinização na região do Golfo Pérsico. A medida ocorreria em resposta a um ultimato de 48 horas do presidente dos EUA para reabrir o Estreito de Ormuz.
Em 23 de março de 2026, Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, afirmou que instalações de energia, tecnologia da informação e dessalinização poderão ser destruídas de forma irreversível caso as ameaças americanas se concretizem, após ataques iranianos a Israel terem deixado centenas de feridos.
Analistas de cibersegurança destacam que muitos sistemas de controle de dessalinização dependem de TI e de redes SCADA, tornando essas instalações alvos vulneráveis a ataques cibernéticos com potenciais consequências humanitárias e econômicas graves na região e no mercado global de energia.
O conflito já impacta cadeias de suprimento globais, com restrições no Estreito de Ormuz afetando o tráfego de petróleo e elevando os preços. CIOs e CISOs devem revisar planos de continuidade de negócios, investir em redundância de dados, ampliação de pontos de presença (distribuição geográfica) e parcerias com empresas de segurança para mitigar riscos de indisponibilidade prolongada de serviços críticos.
Especialistas recomendam monitoramento contínuo, atualização de patches de segurança emergenciais e simulação de planos de resposta a incidentes para enfrentar ataques, sejam eles cibernéticos ou físicos. Enquanto isso, a comunidade de tecnologia acompanha com cautela a evolução da crise no Golfo Pérsico.