O Instituto Brasileiro de Telecomunicações e Soluções Digitais (IBTD) foi criado no final do ano passado para atuar como braço técnico da Frente Parlamentar de Telecomunicações e Soluções Digitais. Em entrevista, o presidente André Martins reiterou que o IBTD não substitui as associações, mas sim oferece análise técnica para embasar as demandas do setor.
Martins explicou que o IBTD funciona como um barramento para consolidar as pautas das diferentes entidades do ecossistema, buscando uma visão transversal em vez de recortes institucionais. O instituto planeja manter diálogo com frentes parlamentares, ICTs, academia e parceiros técnicos, incluindo um acordo com a Telebrás para cooperação técnica.
Sobre governança, ele afirmou que a atuação do IBTD será agnóstica a transições políticas, com a Frente Parlamentar definida como o canal de interlocução com os poderes Legislativo e Executivo. O IBTD fornecerá insumos técnicos para sustentar os argumentos da Frente, sem assumir o papel de uma entidade setorial tradicional.
Quanto ao financiamento, Martins citou participação de empresas mantenedoras — Huawei, Iuh! Digital, Associação Neo, Brisanet, Unifique, Zaaz (Sky), Alloha e Vero — além de outros potenciais mantenedores. O IBTD já contabiliza 12 afiliados, com 80 a 90 empresas no radar de conversas.
A estrutura técnica contempla sete comitês: Infraestrutura Crítica e Soberania; Expansão Última Milha; Espectro Terrestre e Não Terrestre; Cibersegurança e Resiliência; Inovação e Novas Tecnologias (IoT, IA); Economia Digital (TV 3.0, OTT); e Conectividade Social e Acesso Remoto. A sede fica em Brasília, com apoio em São Paulo.
Entre as prioridades para 2026 estão os debates sobre o leilão de 750 MHz, questões de postes, o FUST e o Redata. Martins disse que as primeiras entregas já foram articuladas com a Frente Parlamentar, destacando a receptividade aos argumentos técnicos do IBTD e a necessidade de uma pauta estruturante para o setor.
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