A América Latina enfrenta uma transformação estrutural no setor de pagamentos em 2026, movida pela IA como infraestrutura invisível que analisa padrões em tempo real, detecta anomalias e otimiza rotas de transação, elevando a performance sem depender de interfaces visíveis.
A tokenização de rede emergiu como camada crítica de segurança: credenciais de pagamento são substituídas por identificadores únicos sem valor para atacantes. Globalmente, já circulam mais de 16 bilhões de tokens Visa, permitindo atualizações automáticas de cartões e continuidade de serviços sem churn involuntário para assinaturas.
No âmbito de pagamentos em tempo real, as transferências conta a conta já representam 21% das transações na região. O PIX brasileiro lidera com mais de 157 milhões de usuários e adoção de 74% entre a população bancarizada, enquanto pagamentos por aproximação chegaram a 61,1% das transações com cartão no 1º semestre de 2024.
A região também vê uma aceleração da digitalização de PMEs: mais de 93 milhões de empresas contribuem para >60% dos empregos. Isso impulsiona demanda por soluções de pagamento seguras, gestão financeira e proteção contra fraudes, ao passo que o gap de talentos de TI se agrava, exigindo equipes multidisciplinares com domínio de criptografia, microsserviços e análise comportamental.
Desafios de cibersegurança aumentam com deepfakes e identidades sintéticas, levando a defesas multicamadas. Stablecoins ganham espaço para transações transfronteiriças, mas impõem desafios regulatórios e de conformidade. A economia digital precisa de computação confidencial, detecção em tempo real e resposta a incidentes coordenada, aliado a programas de formação e retenção de profissionais.
Em resumo, 2026 exige somar investimentos em tecnologia e capital humano para sustentar o crescimento de transações instantâneas, ao mesmo tempo em que se busca equilibrar inovação com soberania de dados e conformidade regulatória.