A transformação digital na suinocultura brasileira avança com IA, Big Data e sensores IoT para monitorar desde temperatura e umidade até o comportamento dos animais, gerando decisões embasadas por dados e aumentando a eficiência operacional.
Em 2024, a produção chegou a 5,156 milhões de toneladas, com exportações de 1,353 milhões de toneladas para cerca de 90 mercados. A previsão de crescimento de 5% para 2025 aponta para maior demanda por infraestrutura de TI robusta e por cibersegurança para proteger dados sensíveis e manter a competitividade global.
A aplicação de IA na nutrição envolve algoritmos que ajustam a ração de cada animal, aumentando o aproveitamento de alimentos e reduzindo custos. Paralelamente, a detecção precoce de doenças, por meio de visão computacional, identifica mudanças de comportamento antes dos sinais clínicos, possibilitando intervenções mais eficazes.
Um evento realizado em Ponte Nova, Minas Gerais, reuniu 92 participantes interessados em IA na suinocultura, evidenciando o interesse crescente do setor em soluções digitais e na transformação de processos produtivos.
Apesar do crescimento de 150% no acesso à internet rural entre 2016 e 2024, a conectividade permanece desigual em regiões produtoras, exigindo arquiteturas híbridas que combinem processamento local e nuvem. Edge computing surge como alternativa para processar dados críticos diretamente nas granjas, reduzindo a latência.
A digitalização amplia a superfície de ataque cibernético: sistemas de ventilação, temperatura e alimentação conectados requerem proteção rigorosa. A rastreabilidade exigida pelo mercado internacional aumenta a necessidade de dados íntegros, para os quais blockchain é apontado como solução promissora de registro imutável e transparente.
A demanda por profissionais híbridos cresce, com cientistas de dados, engenheiros de software e especialistas em IA encontrando oportunidades para combinar conhecimento técnico com práticas da produção animal. Grandes empresas estruturam equipes internas e firmam parcerias com startups de agtech para manter o conhecimento estratégico internamente.
No cenário global, a adoção de IA e Big Data coloca a suinocultura brasileira em patamar competitivo superior: exportações para 90 países e compradores cada vez mais exigentes demandam padrões de qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade. Investimentos em TI e cibersegurança deixam de ser opcionais para sustentar a competitividade do Brasil no mercado mundial de proteínas.