Foi publicado no Diário Oficial da União o acórdão do Conselho Diretor da Anatel que conferiu direito de exploração no Brasil para o satélite geoestacionário GX8, parte da frota Global Xpress da Viasat. O GX8 foi registrado como satélite brasileiro e deverá ocupar a posição orbital de 72,5°W, oferecendo capacidade nas faixas de 18,2 GHz a 20,2 GHz (enlace de descida) e 28 GHz a 30 GHz (enlace de subida), sem caráter de exclusividade.
A autorização vale para todo o território nacional pelo prazo de 15 anos, condicionada ao cumprimento de condições. O prazo máximo para entrada em operação do GX8 é de dois anos, conforme decisão tomada pela Anatel na votação ocorrida no dia 12 de março.
Para confirmar a licença, a Viasat precisa pagar o preço público pelo Direito de Exploração de satélite (no valor de R$ 102.677) e apresentar garantia equivalente a 100 vezes o preço público, assegurando que o Segmento Espacial entre em operação. A garantia poderá ser executada caso o satélite não entre em operação dentro do prazo.
O GX8 faz parte da próxima geração da frota Global Xpress da Viasat, com objetivos que incluem redes de mobilidade para ESIMs aeronáuticas, marítimas e terrestres. Os satélites GX7, GX8 e GX9 foram projetados para utilizar terminais atuais de clientes, com a promessa de dobrar a capacidade da rede GX1-5, além de incorporar GEO definidos por software que permitem milhares de feixes independentes em tempo real.
Ao receber o direito de exploração como satélite brasileiro, o GX8 utilizará recursos de órbita e espectro notificados internacionalmente em nome do Brasil. A Viasat pretende levar a rede já notificada pelo Brasil à UIT ao status de operação, vinculando-a ao Brasil por meio da rede B-SAT-72.5W, e instalar estações terrenas de TT&C no país, mantendo equipe suficiente para a operação completa em território nacional.