O Carnaval deste ano no Brasil foi marcado por um aumento expressivo de fraudes financeiras associadas a pagamentos por aproximação (NFC). Dados da Serasa Experian apontam uma tentativa de fraude a cada 2,4 segundos, com o limite de 200 reais por transação sem senha explorando a vulnerabilidade de autenticação em ambientes de grande aglomeração.
A prática envolve golpes NFC que captam sinais de cartões contactless a curta distância, permitindo cobranças não autorizadas em meio à multidão. A FEBRABAN já recomendou desativar temporariamente a função contactless durante eventos de massa para mitigar o risco.
Crises se agravam com o furto de smartphones, que concentram aplicativos bancários e carteiras digitais, abrindo portas para ataques de NFC Sniffing e Quishing. Especialistas destacam que a combinação de leitura de proximidade, cadência de transações e acesso a dados-dirigidos gera risco de comprometimento rápido.
Para enfrentar o problema, especialistas defendem autenticação multifatorial para todas as transações, bem como a biometria obrigatória em carteiras digitais. Tokenização dinâmica, proteção RFID e soluções anti-skimming são apontadas como caminhos, porém exigem atualização de infraestrutura e acordos regulatórios mais robustos.
O Carnaval funciona como laboratório para o ecossistema de pagamentos digitais. Organizações de TI e reguladores devem agir com decisão estratégica, equilibrando conveniência e segurança, com foco em educação do usuário e adoção de padrões de segurança mais fortes, como MFA e biometria obrigatória.