Entidades setoriais, tanto empresariais quanto sindicais, reuniram-se nesta terça-feira, 21 de janeiro de 2026, com o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, para debater as medidas antidumping impostas pelo Brasil às importações de fibras e cabos chineses no final do ano passado.
As medidas estabeleceram uma sobretaxa de US$ 47,46 por kg de fibra e US$ 2,42 por kg dos cabos de fibra importados da China, ação que gerou intensa contestação no setor de telecomunicações e levou a estimativas de fechamento de mais de 700 empresas, desemprego de até 150 mil pessoas e maior custo para as operadoras, que poderia ser repassado ao consumidor.
No cabo drop, equipamento-chave para ligar domicílios com fibra, o aumento de custo pode chegar a 260%, segundo as contas apresentadas pelas entidades.
A reunião, organizada pela Feninfra, contou com a participação das entidades InternetSul, RedeTelesul, Telcomp, Associação Neo, Abramulti e Feninfra pelo lado empresarial, e Fenatel, além de representantes do Sinttel de São Paulo e de Santa Catarina, pelo lado sindical.
O vice-presidente Geraldo Alckmin solicitou que o setor apresente por escrito uma análise com os impactos para que possam ser estudadas alternativas. Conforme Vivien Suruagy, presidente da Feninfra, “todo o mercado de telecomunicações é severamente afetado pelas medidas antidumping… estimamos mais de 700 empresas sendo afetadas com risco real de fechamento e mais de 150 mil empregos perdidos, além de impactos diretos na população”.