Em teleconferência de resultados nesta quarta-feira, 18, o CEO Denio Alves Lindo confirmou que a companhia não planeja um novo ciclo de expansão de rede, priorizando a ocupação da malha já construída.
Fechando 2025, a Desktop apresentou 4,844 milhões de casas passadas, 1,208 milhão de acessos ativos, presença em 200 cidades e cerca de 58 mil quilômetros de rede em São Paulo. A geração de caixa registrada no ano atingiu R$ 210 milhões, alta de 140% em relação a 2024.
Durante a teleconferência, Denio destacou que a empresa continuará “ocupando a rede, agregando novos produtos aos clientes da base, abrindo novas frentes no B2B e escalando a trajetória no móvel”.
No aspecto de investimentos, o capex ajustado de 2025 somou R$ 407,6 milhões, sendo R$ 231,1 milhões destinados à instalação de clientes. Desembolsos com expansão de rede de acesso ficaram em R$ 40,3 milhões, enquanto os investimentos em backbone totalizaram R$ 33,7 milhões.
A leitura estratégica aponta para um retorno mais eficiente do capital investido, com a liderança ressaltando que, “em um cenário de juros elevados, a melhor estratégia para as companhias e os acionistas é reforçar a geração de caixa”.
Acima de aquisições, a Desktop sinalizou menor prioridade ao crescimento inorgânico, destacando a busca por rentabilidade, redução da intensidade de capital e maior previsibilidade financeira. A empresa também modulou o ritmo comercial, com decisões internas para reduzir as adições líquidas no último trimestre.
Ao mesmo tempo, a companhia aponta frentes de receita futuras em MVNO, B2B e streaming, buscando elevar o ticket médio com produtos complementares e menor necessidade de capital. Os canais digitais responderam por 63% das vendas no quarto trimestre, queda de sete pontos percentuais frente ao mesmo período de 2024.
Questionado sobre uma possível fusão com a Claro, Denio afirmou que “não temos nada de concreto a reportar no momento”.