Fontes ligadas ao processo indicam que os credores da Opção de Reestruturação I da recuperação judicial da Oi recusaram formalmente a proposta apresentada pelos fundos administrados pelo BTG Pactual para a compra dos 27,26% que a Oi detém na V.tal.
A oferta foi de R$ 4,5 bilhões, valor 62,5% abaixo do preço mínimo de R$ 12 bilhões previsto no edital, o que traduz que a proposta equivalia a 37,5% do piso estabelecido para a operação.
A manifestação foi encaminhada ao TJ-RJ neste fim de semana, no âmbito do processo de recuperação judicial da Oi, que discute a alienação dessa participação societária. Ainda não houve divulgação pública dos motivos da recusa pelos credores preferenciais.
Audiência da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro do TJ-RJ está marcada para 30 de março, às 15h, quando a juíza responsável deverá esclarecer os motivos da rejeição para os credores com direito de deliberação. Como mostrou o Tele.Síntese, existe apenas uma proposta no processo, e, por ficar abaixo do piso, deverá seguir o rito de oitiva dos credores. Ainda, o UMB Bank, que representa parte dos credores internacionais, defende o cumprimento estrito do plano, sustentando que a Oi não pode impor propostas inferiores ao preço mínimo a esses credores.