Na Satellite 2026, a Analysys Mason apresenta uma visão de mercado em que Starlink e Amazon formam um duopólio difícil de ignorar no setor corporativo e residencial, com exceção da concorrência chinesa, segundo a consultoria.
Para atores tradicionais e novos entrantes, a prioridade fica nos nichos com aplicações de IoT, governamentais e soberania; o D2D aparece como promessa, mas depende de regulações de espectro regionais e locais.
Segundo Lluc Palerm, analista da Analysys Mason, a corrida atual é entre Jeff Bezos e Elon Musk; a capacidade combinada das constelações é grande e dificilmente pode ser igualada apenas pelo preço. A verticalização tecnológica e a escala elevam as barreiras de entrada para concorrentes.
A expectativa é que a Starlink alcance 2.755 Tbps de capacidade com as constelações já previstas, enquanto a Amazon LEO e TeraWave somam 610 Tbps. A OneWeb aparece com cerca de 3,6 Tbps, segundo a leitura da Analysys Mason. Esses números destacam a pressão sobre cadeias de suprimentos e forçam a competição em mercados onde a relação custo/desempenho é decisiva.
Entre as oportunidades para operadoras tradicionais, destacam-se resiliência/redundância, revenda LEO, serviços gerenciados e ofertas com foco em soberania. Caminhos mais inovadores citados incluem constelações small-GEO, data centers orbitais e computação quântica. O tema D2D continua em evidência, mas envolve questões regulatórias complexas para espectro e limites de capacidade, além da disposição de pagamento dos usuários.
Casos de investimento e perspectivas de especialistas também aparecem no debate: a Starlink tem investido pesado em espectro, com números que somam mais de US$ 19 bilhões. Analistas sugerem que o retorno exigirá uma estratégia de integração significativamente mais vertical para otimizar a cadeia de suprimentos. A partir de agora, as constelações precisarão ser desenhadas com um caso de uso claro em mente.