Os Correios divulgaram hoje um plano integrado para a recuperação dos níveis de serviço e o reposicionamento da estatal no mercado logístico. O cronograma prevê início de implementação em janeiro de 2026 e contou com a apresentação do presidente Emmanoel Rondon.
A estratégia parte de um diagnóstico de perda de previsibilidade e de competitividade em segmentos relevantes, e propõe reorganizar a operação a partir da lógica de valor para o cliente, dentro dos limites orçamentários da empresa.
Dois eixos estruturantes. O plano está organizado em dois eixos complementares. O operacional visa recuperar atributos dos produtos logísticos, como prazos, estabilidade e eficiência, enquanto o de relacionamento com clientes estratégicos busca, juntos, sustentar a recuperação no médio e longo prazo.
Eixo operacional – a operação terá quatro fases: (1) diagnóstico detalhado e redefinição de prazos-alvo, com uma matriz segmentada por tipo de corredor; (2) redesenho da malha, com foco em trechos de maior densidade de carga; (3) alinhamento ao teto orçamentário, com revisão de contratos e realocação de recursos; (4) execução com monitoramento intensivo, incluindo painéis por cliente e por corredor e relatórios quinzenais.
Clientes estratégicos – o segundo eixo prevê tratamento operacional diferenciado para clientes com maior impacto em receita, com fluxos dedicados, capacidade reservada e soluções customizadas, em implantação gradual com projetos-piloto antes da operação nacional.
Na esfera de governança, o plano prevê Painéis executivos com indicadores de SLA, custo, volume e modais, permitindo ajustes rápidos e redução de riscos. O objetivo é recuperar previsibilidade e reforçar o relacionamento com grandes embarcadores, em um mercado cada vez mais competitivo.
Economia mista e PDV – o presidente indicou que há debate interno sobre transformar os Correios em empresa de economia mista, sem privatização, para ampliar acesso a instrumentos de mercado. Sobre aportes financeiros da União, Rondon disse que a agenda de eficiência não depende do aporte, que seria tratado separadamente, e que o PDV pode surgir como parte de ajustes de custo.